Quando a experiência pesa

Quando a experiência pesa
garay ataca

Garay: quase 50% de eficiência no ataque contra os Estados Unidos (Foto: Divulgação/FIVB)

Cada vez que Sheilla teve um ataque defendido na estreia da Copa dos Campeões – e não foram poucos nesta terça (12) -, me peguei pensando em como o técnico Karch Kiraly já tem tudo na cabeça para tornar esta renovada seleção feminina de vôlei dos Estados Unidos em uma das grandes do voleibol mundial. Ele sabe exatamente o que fazer, mas ainda enfrenta o problema de suas jogadoras ainda não conseguirem executar com eficiência o que lhes é pedido, resultando em sets e jogos desperdiçados. Claro que ainda é cedo para chegar a qualquer conclusão, mas o futuro deste time depende do quanto essa teoria será transformada em prática nos próximos meses.

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A partida contra o Brasil foi um exemplo disto: apesar de endurecerem o confronto, as americanas saíram de quadra levando um 3 sets a 0 nas costas. Além do excesso de erros de saque, o time parece ter panes nos momentos decisivos das parciais, onde a falta de experiência do grupo pesa muito. E é justamente este o grande ponto que faz o time de José Roberto Guimarães ser o melhor do mundo no momento: quando é hora de resolver, pode contar com Fernanda Garay e Sheilla.

A oposta, aliás, pode até estar vivendo um momento discreto no ataque, mas o que tem ajudado Fabi na defesa é uma barbaridade. Garay, por sua vez, segurou as pontas quando Natália passou a ser melhor marcada do ataque. Juntas, as duas acabam passando uma confiança tal para o restante da equipe que até quem joga pouco, como Monique e Claudinha, conseguem ser decisivas quando chamadas à quadra. De jogos chatinhos em jogos chatinhos, pouco a pouco tais atletas vão ganhando aquela bagagem fundamental que leva um grupo a conquistar pódios e títulos.

E  é justamente de olho no ponto mais alto do pódio do último torneio de seleções do ano, que nesta quarta (13), por volta das 1h (horário de Brasília), o Brasil encara a Tailândia. Trata-se de um time que, a despeito de alguns perigos, não deve complicar.

Observação: Em meio a tantas polêmicas a respeito da volta de Walewska e Carol Gattaz à seleção brasileira, eis que a primeira não saiu do banco e a segunda sequer foi relacionada. Estou curiosa para ver como o Zé Roberto pretende usá-las ao longo da competição.

Texto corrigido às 22h56

This article has 2 comments

  1. O horario do jogo é 1:10h e não 3h

  2. A Natália jogou bem o 1 e 2 set. Depois foi marcada pelo time americano! Injusto o premio de melhor jogadora da partida ser da Sheila. Nati merecia mais do que Sheila. Nati foi caçada no saque americano, passou muito bem e fez um fundo de quadra bom e esses ataques foram potentes e inteligentes, mesclando largadas e cravadas. Demos que melhor o jogo com nossas CENTRAIS! Fabiola forçou muito as pontas e entrosamento dela com Fabiana e Adenizia precisa melhorar. Fabiana foi defendida em quase todos seus ataques, errou muitas CHINAS e o tempo de bola esta errado para os ataques dela.