Regulamento “à italiana” tira o primeiro lugar do Sada Cruzeiro na classificação

Regulamento “à italiana” tira o primeiro lugar do Sada Cruzeiro na classificação
Marcelo Mendez podaria estar quebrando a cabeça com outros adversários; playoffs masculinos começam na sexta (8) (Foto: Divulgação/Vipcomm)

Marcelo Mendez podaria estar quebrando a cabeça com outros adversários; playoffs masculinos começam na sexta (8) (Foto: Divulgação/Vipcomm)

Encerrada a fase de classificação da Superliga masculina de vôlei, resolvi fazer o mesmo exercício aplicado aos números da Superliga feminina dias atrás: calcular quantos pontos cada time teria caso ainda fosse adotado o sistema de pontuação antigo, com dois pontos para cada vitória e um por derrota.

Ao contrário das mulheres, onde houve apenas um mando de quadra de diferença (que no fim das contas o Sesi tornou irrelevante), a mudança entre os homens é significativa: graças ao critério de desempate do set average, o Sada Cruzeiro terminaria esta fase em primeiro lugar, à frente do RJX. Ou seja, ambos estariam em lados diferentes da chave do mata-mata, o que poderia mudar toda a história da competição.

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Hoje, com o critério de três pontos por vitória por 3 a 0 e 3 a 1, dois por 3 a 2 e um por derrota no tie-break, os cariocas conseguiram 53 pontos, um a mais que os mineiros. Porém, se fosse como antes, o maior número de derrotas deles no quinto set teria um peso maior. Veja:

RJX – 53 pontos
(Nove vitórias por 3 a 0, cinco por 3 a 1, quatro por 3 a 2, três derrotas por 3 a 2 e uma por 3 a 0)
Set average: 2,400
Critério antigo: 40 pontos (18 vitórias e quatro derrotas)

Sada Cruzeiro – 52 pontos
(Dez vitórias por 3 a 0, cinco por 3 a 1, três por 3 a 2, uma derrota por 3 a 2, uma por 3 a 1 e duas por 3 a 0)
Set average: 2,478
Critério antigo: 40 pontos (18 vitórias e quatro derrotas)

Para quem não sabe, essa forma de pontuação foi importada da Itália, que há muitos anos a utiliza. Mesmo apontando essa diferença provocada por ela na atual Superliga, quero ressaltar que concordo com o critério atual, visto que considero uma derrota por 3 a 2 bem mais “honrada” que em sets diretos.

Também não acho que torcedores e dirigentes do Sada tenham direito de reclamar do que ocorreu: uma vez que o regulamento está assinado, pressupõe-se que você concorda com ele. Fica no ar apenas uma questão para se discutida antes do início da próxima temporada, já que sei de muita gente que preferia o sistema de pontuação de antigamente.

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  1. Não entendo o porquê de sempre voltarem a essa discussão. Todas as competições entre seleções utilizam tal critério. A antiga pontuação não volta mais. Era ridícula. O time entrava e já tinha um ponto. Se acham a pontuação atual ruim, acho que seria bacana cada set valer um ponto. Se isso fosse aplicado nas tabelas da superliga atual, na masculina haveria apenas uma troca de posições, entre UFJF e Super Imperatriz. Já na feminina a troca de posições seria entre Praia e Sesi. Se analisarmos pela temporada que fizeram, Praia merecia estar à frente do sesi, assim como a UFJF jogou mais bola do que o Super Imperatriz.