Rexona não precisa ter medo de ninguém no Mundial

Rexona não precisa ter medo de ninguém no Mundial

Equilíbrio. Se há uma palavra que quero usar para analisar a participação do Rexona-AdeS no Mundial de clubes, é essa. Em busca do sonhado título, o time carioca conta com a estabilidade de um elenco que, se não causa suspiros na torcida, conseguiu ser dominante, algo que não aconteceu com os outros favoritos da disputa, o Eczacibasi e o Dínamo Krasnodar. Aí está a grande qualidade da equipe.

Por mais que contem com elencos que podem ser definidos como verdadeiras “seleções internacionais”, o time turco e o russo tiveram dificuldades para se impor na temporada que está acabando. Méritos à parte, especialmente na semifinal contra o favorito Vakifbank, o Eczacibasi contou com uma considerável dose de sorte para vencer a Liga dos Campeões encarando adversários menos complicados em seus outros mata-matas e assistindo pela TV duelos que deixaram rivais de peso pelo caminho.

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No cenário nacional, o maior campeão turco também ficou atrás dos outros dois grandes times do país, o já mencionado Vakifbank e o Fenerbahce. Larson, Fürst e De la Cruz certamente formam um time respeitável, mas longe de ser invencível. Prova disso é que elas já foram surpreendidas pelo perigoso Hitsamitsu, do Japão, na estreia do Mundial nesta quarta (6).

Convidado pela organização, o Krasnodar, por sua vez, por pouco não viu um ano de investimentos altos virar uma enorme decepção com uma precoce eliminação nas quartas de final do Campeonato Russo. A recuperação veio através da incontestável conquista da Copa CEV, que reúne o segundo escalão de forças na Europa, mas esperava-se muito mais de um time que possui Fernanda Garay, Fabíola, Kosheleva, Sokolova e Calderón. Por incrível que pareça, o passe foi um ponto fraco do clube nos últimos meses.

Apesar de dominante na Suíça e merecedor de atenção, o dono da casa Volero Zurich também não tira o sono de ninguém. O mesmo vale para o jovem Mirador, da República Dominicana, que pode surpreender quem subestimá-los, mas dificilmente subirá ao pódio.

Em que pese a ausência de uma oposta de confiança ao longo de toda a temporada 2014/2015, o Rexona chega ao Mundial com Natália inspirada e excelentes jogadoras como Gabi e Fabi. A motivação extra fica por conta dos últimos momentos da carreira da lenda viva Fofão. Chegar ao título mundial é missão dura, mas não impossível para o representante sul-americano.