Rexona vs. Praia Clube: quem leva o título?

Rexona vs. Praia Clube: quem leva o título?

A Superliga feminina 2015/2016 terá uma final inédita, em um palco também novo para a decisão do principal torneio de clubes do Brasil. Rexona Ades (RJ) e Dentil/Praia Clube (MG) se enfrentam neste domingo (03/04), a partir das 9h, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A partida será transmitida ao vivo pela Rede Globo e SporTV.

O Rexona Ades disputa sua 15ª final e tenta o 11º título, recorde absoluto. Fundado em 2008, quando o adversário já havia abocanhado vários campeonatos, o Praia Clube teve seu orçamento ampliado desta vez para brigar com as cariocas, além de outros grandes como Vôlei Nestlé e Sesi, ambos de São Paulo. O time mineiro chega pela primeira vez à final da Superliga e pode surpreender, ainda que o retrospecto não seja favorável. Somente nesta temporada, por exemplo, foram três confrontos, todos vencidos pelo Rexona – dois na primeira fase da Superliga e outro na decisão da Copa Banco do Brasil.

Aqui no Saída de Rede há divergências entre os nossos colaboradores quando o tema é quem será o campeão neste domingo em Brasília. Sidrônio Henrique aposta suas fichas no time de Bernardo Rezende, enquanto João Batista Jr. acredita que o Praia Clube não vai desperdiçar a chance de inscrever seu nome na história dos campeões da Superliga. Confira as opiniões logo abaixo:

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Porque o Rexona Ades ganha

Regularidade, equilíbrio, eficiência, um time acostumado a decisões… Os predicados do decacampeão Rexona Ades são inúmeros, mas o maior trunfo do time, que conta com algumas das principais jogadoras do país, não está dentro de quadra, mas fora dela: o técnico Bernardo Rezende.

Nem sempre ele transformou suor em ouro, mas as chances são grandes, especialmente quando está à frente desta equipe de voleibol feminino que começou sua trajetória ainda nos anos 1990, em Curitiba, e que na década passada migrou para o Rio de Janeiro. Bernardinho é conhecido por extrair o melhor de seus atletas e fez o Rexona sobrar na competição, sofrendo apenas duas derrotas, uma no início do torneio diante do surpreendente Bauru e outra na semifinal para o arquirrival Vôlei Nestlé, ambas fora de casa e decididas no tie break.

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Some-se à estrela do técnico o poderio de ataque pelas pontas, especialmente com Natália Zilio, a melhor atacante do Brasil na atualidade, além do bom aproveitamento das centrais Carol Silva e Juciely Barreto no ataque e no bloqueio – Carol tem ainda o melhor saque da competição. Resta saber se Bernardinho vai começar a partida com Roberta Ratzke como levantadora titular ou se opta pela americana Courtney Thompson, preterida depois de algumas atuações abaixo da média, principalmente nos confrontos da série semifinal contra o Vôlei Nestlé.

Na final deste domingo no ginásio Nilson Nelson, o Rexona Ades é pule de dez. (Sidrônio Henrique)

 

Porque o Praia Clube ganha

Na final de domingo, o Rexona Ades é o time de melhor campanha e de camisa mais pesada – o retrospecto já cuidou de dizer isso. O favoritismo, no entanto, não sobrevive a um tête-à-tête entre os dois elencos finalistas e às estatísticas da CBV: a gangorra se equilibra quando as equipes titulares são comparadas e pesadas e, se os rankings individuais entram em ação, os números indicam título do Dentil/Praia Clube.

Se fizerem, pelo que apresentaram nessa Superliga, uma seleção do torneio só com jogadoras de Praia Clube e Rexona, como não escalar Claudinha, Alix Klineman (foto), Ramirez e Walewska?

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Claudinha fez um campeonato que a credencia até a sonhar com uma volta à seleção brasileira. Na temporada, ela teve a melhor dupla de ataque do campeonato como opção para o levantamento e pôs as duas entre as maiores pontuadoras da competição.

Ramirez, mesmo perdendo metade do returno por conta de uma lesão, foi decisiva nas semifinais e é a quinta anotadora do campeonato, enquanto Klineman, a primeira, achou espaço para crescer nos playoffs com o retorno de Ramirez.

De quebra, quando teve o passe na mão, Claudinha não hesitou em acionar Walewska pelo meio, e a veterana correspondeu – tanto que foi a atacante mais efetiva da Superliga.

Numa final de campeonato em jogo único, a vantagem de quem ataca melhor pelas pontas é indiscutível. E se às ponteiras se juntarem uma central campeã olímpica em ótima forma e a melhor levantadora da competição, que vai bem até no bloqueio, é difícil não acreditar que o troféu vá para Uberlândia. O domingo de Brasília vai ser do Praia. (João Batista Jr.)

 Fotos:

Rexona-Ades: Márcio Rodrigues/MPIX
Dentil/Praia Clube, Bernardinho e Alix Klineman: Divulgação/CBV