Sesi e Amil: o negócio é recuperar a confiança para evitar o mais do mesmo

Sesi e Amil: o negócio é recuperar a confiança para evitar o mais do mesmo
Talmo e Zé Roberto já descobriram como derrotar seus poderosos rivais. Basta conseguir aplicar a fórmula o jogo todo... (Fotos: Divulgação/CBV)

Talmo e Zé Roberto já descobriram como derrotar seus poderosos rivais. Basta conseguir aplicar a fórmula o jogo todo… (Fotos: Divulgação/CBV)

Desde o fim do primeiro turno, era possível ter a percepção de que dificilmente a final da Superliga feminina deste ano deixaria de contar mais uma vez com Sollys Osasco e Unilever. Com atuações muito instáveis, Vôlei Amil e Sesi não passavam (e ainda não passam) aos seus torcedores a confiança necessária para que a escrita das finais repetidas seja finalmente quebrada.

Claro que tudo ainda pode mudar, mas, depois das duas primeiras partidas das semifinais femininas, confiança será justamente o elemento mais necessário. Aliás, foi isso o que faltou tanto para as paulistanas quanto para as campineiras nesta abertura. Depois de começarem muito bem e vencerem o primeiro set, as duas equipes simplesmente pararam de jogar!

Rio e Osasco certamente tiveram enorme influência neste processo, parando Tandara e sobrecarregando Ramirez, mas faltou alternativas de jogo. Isso é muito claro principalmente quando se olha os placares dos sets perdidos por Sesi e Amil: domínio do adversário, com alguns momentos de equilíbrio. Como não se abalar com isso?

Por outro lado, a solução para parar os “finalistas de sempre” já foi descoberta por Talmo e Zé Roberto. Basta conseguir fazer com que as atletas atuem assim durante boa parte do jogo. Isso é algo muito mais psicológico do que tático. Esquecer que se está em uma semifinal contra os dois maiores times do Brasil e jogar como “franco atirador” é o primeiro passo para, ao menos, levar a série para o último jogo.

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  1. No caso do Amil/Campinas, vencer Osasco é bem mais fácil se elas entrarem com uma tática do jogo diferente… O time aparentemente conta somente com uma meio-de-rede, pois Andressa, Natasha e Renata vêm alternando momentos ruins nos jogos, e aquela bola china pra Walewska é simplesmente manjada, e quando a bola não vem boa (maioria das vezes) aí é bem mais simples pro bloqueio adversário! Ramirez é outra, contra os outros times joga muita bola, mas quando chega com Osasco, nem é a jogadora que sempre foi… Talvez por se preocupar em afrontar tanto o time adversário, que esquece sua função como “melhor” jogadora daquele elenco! Se Vasileva pelo menos entrasse bem nos jogos, daí a Heldes teria mais uma jogadora de desafogo! Acho que o caminho é mais ou menos por aí, Ramirez e Vasileva entrarem no jogo pra ganhar e mostrarem o que sabem e fazer valer o investimento que foi feito com elas!