Sesi, o time que não desiste nunca, faz história na Superliga feminina

Sesi, o time que não desiste nunca, faz história na Superliga feminina

Demorou, mas acabou. Após nove temporadas consecutivas com final entre Unilever x Molico/Osasco, finalmente teremos um postulante ao título diferente: trata-se do Sesi, que na manhã deste sábado (19) fez 2 a 0 na série melhor-de-três contra as rivais da Grande São Paulo e disputará o título contra o Rio em jogo único programado para o próximo dia 27 de abril, no ginásio do Maracanãzinho.

Não bastasse por si só o feito de quebrar essa hegemonia, o Sesi deu uma aula de superação nos últimos meses. Na tentativa de focar no Campeonato Paulista no segundo semestre de 2013, acabou se enrolando na Superliga e sofreu derrotas surpreendentes, como as diante do Maranhão e São Caetano. Com oito resultados negativos em 13 jogos no primeiro turno, o time passou a impressão que poderia dar o vexame de sequer ir aos playoffs. Pior: também perdeu a decisão do Estadual, diante do Osasco.

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Mas o Sesi é guerreiro e conseguiu reverter este panorama. Primeiro, uma vitória na raça sobre a Unilever na semifinal da Copa Brasil. O balde de água fria veio na sequência, com mais uma derrota para o Osasco na decisão do torneio. Porém, a mentalidade da equipe já havia mudado e as jogadoras começaram a acreditar que sim, era possível.

Não por acaso, três semanas depois o time conseguiu a melhor atuação de sua história e se vingou de Osasco em alto estilo, com um contundente 3 sets a 0 na casa das adversárias na decisão do Sul-americano, garantindo a classificação para o Mundial. Paralelo a isto, a campanha do time na Superliga havia melhorado bastante e, se houvesse mais tempo, elas certamente terminariam a primeira fase à frente do quarto lugar que conseguiram.

Contra o Praia Clube, nas quartas, mais sofrimento e a classificação aconteceu apenas no tie-break do terceiro jogo. Osasco então apareceu de novo no caminho das meninas de Talmo de Oliveira, com o bônus de ostentarem o recorde 28 vitórias seguidas na Superliga. Só que tal estatística não adiantou de nada e o time do Sesi derrotou o Molico duas vezes para avançar à histórica decisão.

Chama a atenção o modo como essa classificação veio. Primeiro, outra incontestável vitória no caldeirão do José Liberatti. Depois, em casa, o time começou mal em quadra, especialmente com as ponteiras e a oposta, e foi sobrevivendo na força da dupla Fabiana e Dani Lins, além dos erros do Osasco. Em certo momento, a coisa ficou tão feia que o Sesi tomou um 21/08.

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Depois deste atropelamento, tudo levava a crer que teríamos um terceiro jogo e Osasco chegou a alcançar o match point em 20 a 18. Mas não se esqueça: este time é guerreiro. Assim, conseguiu uma incrível virada, por 22 a 20. Empolgado, o Sesi fez 10 a 8 no tie-break e parecia estar com tudo encaminhado, mas Sheilla e Thaísa colocaram o placar em 13 a 10 para Osasco. Agora sim parecia o fim definitivo da partida, mas o banco do Sesi fez a diferença, com Mari, Pri Daroit e Carol Albuquerque.

O ponto final veio através de Fabiana e não poderia ser mais simbólico: ela é o grande nome deste time. O Sesi ainda tem um monte de defeitos, como a instabilidade de todas suas ponteiras e os apagões de Ivna, mas, independente do resultado da final, já pode se considerar vencedor esta temporada. Pra falar a verdade, vejo o favoritismo pendendo um pouco mais para a Unilever pela evolução mostrada pelas cariocas nas últimas semanas, mas não duvido de nada na grande decisão.

Abaixo, na caixa de comentários, gostaria da sua opinião: qual foi o grande mérito do Sesi?

This article has 11 comments

  1. Acho que o grande merito do Sesi foi o fato de nao contar com esse favoritismo em cima como o Molico, o historico da invencibilidade. Conforme foi dito o Sesi tem mtas falhas a ser melhorada, mas o que ninguem tira e nao vi ainda em nenhuma outra equipe, foi essa garra, e essa vontade de vencer.
    Independente do resultado da final, ja ass considero vencedoras. 

  2. O mérito foi que a as jogadoras, não desistiram e foram guerreira ate o final e tem que ser assim todos os jogos porque se ta em uma semi-final é porque  tem competência pra ganhar um título. 

  3. O mérito do Sesi, foi, sair do terceiro set, totalmente atípico,perdido de 21x 18 e acreditar que poderia colocar mais garra para ir a final.Pra mim uma das responsáveis pelas viradas foi a meio – de -rede Fabiana.Foi um jogo de encher os olhos.

  4. O grande mérito do Sesi foi a união e humildade das jogadoras em toda a temporada ! Unidades e humildes fofam crescendo jogo a jogo e essa união fez a força! Ao contrário do Osasco com toda a arrogância das jogadoras ,  sempre fui fã da Sheila mais o que ele mostrou nessa temporada me fez perder o encanto por ela ! Uma jovadora de seleção Brasileira tem que te ao menos respeito por seus torcedores ! Parabéns Sesi SP – Dani e Fabi mostraram sua força junto com seu grupo , Talmo e comissão sem comentários valeu  rumo a final .

  5. O grande mérito do Sesi foi a união e humildade das jogadoras em toda a temporada ! Unidas e humildes foram crescendo jogo a jogo e essa união fez a força! Ao contrário do Osasco com toda a arrogância das jogadoras ,  sempre fui fã da Sheila mais o que ela mostrou nessa temporada me fez perder o encanto por ela ! Uma jogadora de seleção Brasileira tem que te ao menos respeito por seus torcedores ! Parabéns Sesi SP – Dani e Fabi mostraram sua força junto com seu grupo , Talmo e comissão sem comentários valeu  rumo a final . – See more at: http://saidaderede.com.br/sesi-o-time-que-nao-desiste-nunca-faz-historia-na-superliga-feminina/comment-page-1/#comment-919

  6. Sinceramente, se pelo menos a oposto do Sesi tivesse entrado no ritmo, o jogo teria sido um grande show. De fato o Sesi tem grandes jogadoras, não somente a Fabiana. Mas para a final, irá precisar muito da Pri Daroit, e demais reservas e principalmente da sua oposto que só resolveu jogar no tie break.

  7. Fabiana e Dani Lins desequilibraram pelo Sesi,pra mim esse foi o grande diferencial.
    Molico errou nas contratações das ponteiras,nunca que a Bosetti e a Sanja conseguiriam manter o nível que Jaque e Garay deram pra esse time.E quando zuamos o Sesi por terem contratado todas as ponteiras do Brasil pagamos a língua.Todas foram aproveitadas em algum momento.

  8. Carolina,  devo dizer que não assisti a muitas partidas do Sesi ao longo dessa competição, mas pra mim os principais pontos da equipe são suas centrais (como você mesmo escreveu, Fabiana “é o grande nome deste time” e a Bia está jogando muito bem), além do ótimo campeonato que vem fazendo a Dani Lins. Concordo com você quando fala da “instabilidade das ponteiras” (aliás, na minha opinião, a posição mais carente do voleibol feminino brasileiro, no momento). E espero que a Ivna pare de “apagar” (é uma atleta de muito potencial) para que a Superliga feminina afinal tenha uma nova equipe campeã. Um abraço. P. S.  Mérito também para o Talmo, quando realizou duas inversões do “5-1″, em momentos cruciais do último jogo da semifinal (no final do quarto set e no tie-break), que acabaram funcionando.

  9. O Grande mérito do SESI é o banco. Carol Albuquerque, aquela que não deixa São Paulo por nada por conta de seu conglomerado de empresas e, por isso, se submete ao banco do SESI, fez a diferença em todas as viradas do time ontem. Dani Lins e Fabiana são uma dupla do barulho, mas se Carol não tivesse entrado na inversão pra sacar e levantar nos contra ataques resultantes de seu saque, o time jamais teria chegado à final. Torço para que ela seja titular em algum outro grande time, pois uma jogadora da sua posição, atualmente, vale ouro na Superliga.

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