Sesi: uma aposta arriscada, mas que pode surpreender

Sesi: uma aposta arriscada, mas que pode surpreender
(Foto: Everton Amaro/Divulgação)

(Foto: Everton Amaro/Divulgação)

“Essa equipe é mais forte que as outras duas”

A declaração acima foi dada pelo técnico Talmo de Oliveira na semana passada, durante a apresentação oficial da equipe feminina do Sesi para a próxima temporada. Apostando em um time mais jovem, a equipe paulistana fez questão de manter suas principais estrelas, Fabiana e Dani Lins, para finalmente deixar de ser coadjuvante no cenário nacional.

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É fato que o Sesi feminino ficou abaixo do esperado nos seus dois primeiros anos de existência. Diante do sucesso da versão masculina da equipe, houve uma grande expectativa de que o mesmo se repetisse com as mulheres apesar de o investimento ter sido bem menor, mas isso ficou longe de acontecer: enquanto no primeiro ano o time ficou apenas em quinto lugar, em 2012/2013 a quarta posição foi o resultado alcançado.

Como não poderia deixar de ser, Talmo tenta ser otimista em suas análises, mas realmente vejo o Sesi como uma aposta muito grande, com boa possibilidade de não fazer frente a Unilever, Sollys Osasco, Vôlei Amil e até mesmo ao Praia Clube.

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Se por um lado Dani Lins foi um dos pontos positivos na campanha do Brasil em Londres 2012 e Fabiana tem a moral de ser a capitã da seleção, creio que elas ainda não estão prontas para a responsabilidade de “puxar” um grupo sozinhas. Não deu certo em outras temporadas e seria uma necessária uma mudança muito grande para dar agora, o que eu não consigo visualizar. Na seleção, elas rendem porque possuem outras pessoas para ajudá-las nesse processo. Aqui, continuará não havendo.

Quanto ao restante do time, temos jogadoras de evidente talento, mas que ainda não conseguiram engatilhar uma carreira consistente entre as tops do vôlei nacional. É o caso de Ju Costa, Neneca, Suelen, Ivna e Pri Daroit – esta última, aliás, vem em alta após um bom começo de temporada com o mistão da seleção brasileira.

Por outro lado, pode ser que este grupo engatilhe: no ano passado, o Praia Clube quase não surpreendeu? Por que não poderia acontecer o mesmo agora? Não diria que é provável, mas também está muito longe de ser impossível.

E você, o que acha? O Sesi tem condições de surpreender nesta temporada?

This article has 4 comments

  1. A gente pode analisar esse time do Sesi de duas maneiras… A primeira é olhar para o time dessa temporada de uma forma mais equilibrada, pois terá jogadoras boas também no banco de reservas. A segunda forma de ver é que, conforme citado, não tem uma grande estrela pra puxar. Dani Lins é levantadora de alto nível, assim como a Fabiana figura entre as melhores centrais do mundo, porém, elas não podem puxar um time sozinhas. Esse foi um dos grandes problemas no Sesi em todas suas temporadas, na primeira, só Soninha e Sassá tentando fazer algo, na segunda, Tandara e Fabiana. Óbvio que ter uma levantadora como a Dani ajuda muito, mas de que adianta se as atacantes não rodam com simples ou até sem bloqueio?

    Sou torcedor do Sesi e não estou criando expectativa quanto ao time. Creio que a Pri Daroit, Dani e Fabiana podem ajudar pelo que vem apresentando nos últimos anos, mas na TEORIA não é um time montado para estar no topo. Se acontecer, ficarei muito satisfeito e feliz por ter sido surpreendido. Mesmo estando desacreditado, vejo atletas muito esforçadas nessa equipe, vibrantes e comprometidas, e creio que esse deve ser o fator a ser explorado para que o time faça frente aos grandes. Só teremos uma visão mais abrangente do que vai sair da equipe quando começar a disputar os jogos com todas as meninas, inclusive as que servem a seleção (Bia, Dani, Fabiana e Pri, atualmente).

    Quanto a declaração do Talmo, discordo. Teoricamente o time do ano passado era a terceira força, mas mais uma vez a comissão técnica falhou. O Sesi era pra jogar com Dani, Elisângela, Tandara, Sassá, Fabiana e Marina (inicialmente, até a central Bia se revelar como uma das grandes surpresas do Paulista e assumir a posição), além da Michelle de líbero. No banco, era pra ter Ingrid, Suelle, Carol, Marina e Jéssica (última opção). Assim, ainda ficaria de fora as centrais Francynne e Roberta, líberos Verê e Juliana, além da levantadora Marcelinha, que poderiam ajudar o time. Só que aí várias atletas se lesionaram e nunca mais apareceram (casos de Michelle, Suelle e Ingrid) ou foram citadas pelos dirigentes e/ou comissão técnica, que não deram declarações sobre as lesões, demonstrando uma falta de compromisso com os atletas. E, óbvio, que daí surgem os boatos de que as meninas haviam rescindido com o clube e todo esse bla bla bla que não vem ao caso agora. Contudo, a falha principal que eu eu vi na temporada anterior foi a falta de uma tática bem trabalhada, isso sem contar as várias substituições infundadas (me lembro que por várias vezes a Jéssica entrou para fazer bloqueio e era mantida em quadra, e daí os adversários deitavam e rolavam pra cima do passe – quase inexistente – da menina). Se eles já sabiam que ela não ia aguentar, não colocassem. Não vou ser hipócrita também, pois as atletas em diversos momentos pareciam não entender que deveriam rodar as bolas. O caso da Lili por exemplo, conhecida por decidir no Japão, sendo que tudo que vi dela em seu retorno ao país foi a inauguração do Elisângela’s Airliness. Jogava bem diante do São Caetano, Rio do Sul, as vezes contra o Pinheiros, mas contra grandes equipes, escolhia o braço e não passava uma. Foi assim diante do Rio e Osasco, além do Campinas e Praia, mas diante dos dois últimos ela ainda conseguia virar bola ou outra (repito, bola ou outra). Por esses motivos, não aceito a declaração de Talmo. Tinha atletas muito capacitadas, muitas que já se destacaram pelas seleções juvenis e também pela seleção principal. 5 campeãs olímpicas em um elenco. Esperava muito, e tudo que vi foi um time alvoroçado, sem confiança, um técnico sem pulso e inexperiente, além de uma capitã que provocada frio na barriga das meninas quando encostava na bola.

  2. Realmente o Sesi está abaixo dos principais rivais: Sollys, Rio e Amil e em igualdade com o Praia. Acho este time melhor do que os outros, por ser mais homogêneo, porém não tem uma grande jogadora que chame a responsabilidade. Ao meu ver o Sesi possui 3 centrais de ótima qualidade, e as ponteiras Suelle, Daroit e Ju Costa são muito boas o problema pode ser a inconstância e a grande responsabilidade. A Dani Lins tem que ser mais líder e chamar a responsabilidade por tudo que ela representa e a Suelen é uma boa líbero. O problema pode ser a função de oposta, Ivna ainda não é confiável e a Neneca vem de uma temporada como ponteira. O que me preocupa na saída de rede é quando a jogadora está no fundo de quadra, o que não é o forte dessas atletas.
    Ps: só para completar queria dizer que se caso se confirmem as participações desses vários times novos a SL vai ser sem dúvida muito melhor e interessante e pelo movimento de mercado vejo um bom nível em pelo menos 8 equipes: Sollys, Rio, Amil, Praia, Sesi, Pinheiros, Brasília e Jacareí.
    Só não entendo como um estado como o RS nunca teve uma equipe feminina na SL. Alguém pode me explicar isso?

  3. Para mim, o Praia ainda está mais forte que o SESI. Entretanto, com uma boa recepção as centrais conseguem se virar muito bem. Sinceramente acho q que o SESI não quer ganhar a superliga. Foram três elencos para ficar entre os melhores, mas nunca para ganhar. Há um discurso dos dirigentes de não contratar estrangeiras. Acho que com o mercado nacional do jeito que anda, seria difícil montar uma equipe para fazer frente à Osasco e Rio somente com jogadoras brasileiras. Pelas contratações, acho q o time tem um bom orçamento para a próxima temporada, talvez investir em titulares mais fortes seria melhor do que ter um time tão homogêneo. A depender de como vai ficar o time de Brasília, acho bom o SESI tomar cuidado, um sexto lugar seria terrível para o investimento feito.

  4. “Por outro lado, pode ser que este grupo engatilhe: no ano passado, o Praia Clube quase não surpreendeu? Por que não poderia acontecer o mesmo agora?”

    Porque conta com um técnico incompetente. Ele não soube montar o time na temporada passada, e apostou tudo no time titular, que em tese era bom, mas não rendeu. Sassá esteve mal e Elisângela também, e não havia reservas que dessem conta.

    Esse ano o time tá um balaio de gatos, e ficou sem uma referência no ataque com a saída da Tandara. Vai ficar em quarto de novo!