Só para matar as saudades?

Só para matar as saudades?

Depois de alguns dias de treinamento, as jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei embarcaram rumo ao Japão para a disputa da Copa dos Campeões, último torneio entre países da temporada. Caso você não tenha acompanhado o mundo do vôlei nos últimos dias, pode ter tomado um susto e até pensado que a CBV trocou algum arquivo ao anexar a foto acima em suas redes sociais. Mas, não: Waleswka realmente está de volta ao time nacional.

Cinco anos depois, a central de 34 anos não está sozinha neste revival: ela tem a companhia de Carol Gattaz, que chegou a encerrar carreira depois de passar meses afastada das quadras devido a problemas com um contrato no exterior e lesões que afetaram seu rendimento nos últimos anos. Ambas foram chamadas para o lugar de Thaísa e Juciely, cortadas da convocação por estarem lesionadas.

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“É um campeonato curto e não podemos fazer testes”, justificou o treinador ao ser questionado sobre sua decisão em um cenário no qual poderia chamar atletas bem mais novas, como Ana Beatriz, Letícia Hage, Mayhara, Lara, Ana Carolina… Em outras palavras: depois de um começo de ciclo olímpico muito bom, fica claro que Zé Roberto não quer arriscar a conquista de mais um título em prol de uma renovação que ainda pode demorar a gerar frutos.

Surpreendentemente, Walewska aceitou o chamado. Nos últimos anos, não foram poucas as vezes que ela garantiu em entrevistas que seleção era passado para ela. A mudança de opinião foi tão grande que agora ela nem descarta a possibilidade de continuar na equipe: “Decidi pensar por etapas. Primeiro vou disputar a Copa dos Campeões. O pensamento é um dia após o outro”.

Fico feliz com a reconsideração de Walewska, uma jogadora que tecnicamente ainda tem a contribuir, além de ser peça importantíssima fora das quadras. Experiente, paciente e poliglota, ela certamente é uma das jogadoras mais inteligentes da atualidade e pode ajudar muito a comissão técnica a controlar o grupo em momentos de muito relaxamento ou de maior pressão. Se quiser, pode ser mais uma postulante à posição onde provavelmente o Brasil estará melhor servido para o Mundial-2014 e o Rio-2016.

Já o caso de Gattaz é bem mais complicado, visto que ela nunca conseguiu se firmar na seleção e, aos 32, gera mais dúvidas que certezas nos torcedores. A chance que ganhou agora mostra a enorme confiança que Zé Roberto tem nela, mas isso não é o suficiente em uma disputa com Fabiana, Adenízia, Thaísa, Juciely, Wal e outras jovens que vem por aí. A paulista de Rio Preto terá que jogar muito, mas muito mesmo, se não quiser jogar apenas em clubes nos próximos anos. Pessoalmente, acredito que não vai acontecer, mas quem sabe?

Agora, a sua opinião: Zé Roberto fez bem em chamar Walewska e Gattaz? As duas possuem alguma chance de se manter na seleção?

This article has 2 comments

  1. Acredito que Walewska nunca devia ter abandonado a seleção
    Já Gattaz, realmente vai ter que jogar muita bola, sendo que Fabi e Juci estão muito acima dela.

  2. As duas com mais de 30 anos estão jogando muito, eu sou de Campinas acompanho os jogos e garanto que essa decisão do Zé não foi por bairrismo por ele treinar a Amil/Campinas, nem por falta de opção para a posição. A Carol Gattaz me impressionou no seu retorno, dedicada, esforçada, está fazendo muitos pontos de bloqueio E ataque pelo Vôlei Amil, quem tiver dúvidas, assista no youtube os últimos jogos do Amil.