SporTV dá um presente aos fãs de vôlei ao reprisar a final de Barcelona-1992

SporTV dá um presente aos fãs de vôlei ao reprisar a final de Barcelona-1992

Estava assistindo alguma transmissão qualquer no SporTV em janeiro quando apareceu o anúncio: para celebrar o ano olímpico, o canal estrearia uma série chamada “SporTV Classic”, na qual reprisaria grandes momentos dos Jogos na íntegra. E a primeira escolha não poderia ser melhor para os fãs de vôlei: a decisão de Barcelona-1992, quando José Roberto Guimarães conduziu ao ouro uma seleção em que poucos acreditavam.

Se hoje estamos acostumados a ver o Brasil sempre favorito em qualquer competição de vôlei, naquela época não dava para ter tanta confiança. Apesar do sucesso relativamente recente da Geração de Prata, a seleção verde-amarela vivia o início de uma nova fase, com jogadores jovens. Era até um time capaz de chegar à semifinal, mas ir além disso era sonhar demais em um cenário dominado por Itália que parecia voar em quadra e uma aguerrida Cuba.

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Para piorar, às vésperas da Olimpíada, problemas internos com o técnico Josenildo Carvalho culminou na troca de comando no time. Ex-assistente de Bebeto de Freitas, José Roberto Guimarães tinha uma carreira no banco com muito mais experiência no voleibol feminino, mas ainda assim aceitou o desafio. Aliás, não só aceitou como fez uma mudança essencial que mudou a história daquela equipe.

Contando com apenas um jogador especialista no meio-de-rede, Paulão, Zé Roberto tinha um déficit na posição, enquanto sobrava talento e faltava espaço para preencher as outras opções de ataque com Carlão, Giovane, Marcelo Negrão e Tande. Nem Josenildo e nem o técnico anterior, Bebeto de Freitas, haviam resolvido o quebra-cabeça sobre como encaixar todo mundo ao mesmo tempo em quadra. Zé então decidiu tornar o capitão Carlão em uma espécie de “central solto”, com apenas uma passagem pelo meio – as demais seriam preenchidas por Marcelo Negrão.

Deu muito certo. Na reprise da final contra a Holanda mostrada pelo SporTV, foi possível ver o poder de fogo daquele Brasil, com direito a uma atuação sublime de Marcelo Negrão – com apenas 19 anos, ele deu um show em Barcelona, atacando de tudo que é jeito. Aliás, ele e Tande sacaram muito naquela partida decisiva, enquanto Giovane deu uma enorme consistência ao passe para Maurício trabalhar como quisesse.

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É curioso ainda notar outros detalhes: o levantador holandês, Avital Selinger, provavelmente seria líbero se tivesse nascido alguns anos mais tarde: tinha 1,75 m e pouco contribuía para o bloqueio – a falta de altura dele é gritante durante toda a transmissão. Já o terceiro set dá errada impressão de ter sido fácil para quem só olhar o placar de 15-05, pois começou com um atropelo europeu por 05-01. Também é legal notar como naqueles tempos o jogo era menos baseado na força e tinha ume estilo muito mais técnico.

Fique de olho na grade do SporTV se quiser rever aquele histórico jogo com os comentários de Eusébio Resende e Carlão. Uma alternativa é ver a íntegra do jogo no YouTube com a narração da época feito pelo Luciano do Valle:

This article has 2 comments

  1. Muita boa a iniciativa da Sportv. Enfim uma bola dentro entre tantos problemas na transmissão do volei. Realmente esse time de 92 tinha um poderio ofensivo muito grande, as bolas nas pontas eram mortais. E Marcelo Negrão era fera, fazer td isso sendo tão jovem. Fico imaginando como seria se ele não tivesse os problemas de lesão que atrapalharam a carreira dele.
    Espero agora ansioso pelos outros três ouros, o de Atenas e os femininos de Pequim e Londres. Será muito bonito de rever essas grandes glórias do nosso esporte.

  2. Oi, JR! Já que você gosta de ver jogos antigos, dá uma olhada nesse canal aqui do YouTube: https://www.youtube.com/user/MrRobsonFF/videos. Abs!