Thank you, Stacy

Thank you, Stacy
Stacy: uma das grandes da posição de líbero (Foto: Alexandre Loureiro/VIPCOMM)

Stacy: uma das grandes da posição de líbero (Foto: Alexandre Loureiro/VIPCOMM)

“Minha visão não é mais a mesma, então, não tem mais como jogar vôlei. É uma decisão que fui obrigada a tomar. É a vida… o acidente ocorreu quando eu estava em meu melhor momento, mas não estou triste. Tudo isso me ensinou que preciso viver da melhor forma possível, pois você nunca sabe o que pode acontecer. Eu ia jogar um playoff e quase morri”

Estas foram, em resumo, as palavras de Stacy Sykora ao anunciar sua retirada do vôlei à publicação italiana “Volleyball.it”. Infelizmente, como ela mesma admite, a jogadora, que estava no Urbino, da Itália, não conseguiu voltar a ser a mesma após aquele trágico acidente de 12 de abril de 2011, quando o Vôlei Futuro tombou enquanto se dirigia ao José Liberatti para enfrentar o Osasco no primeiro jogo da série melhor de três das semifinais da Superliga este ano.

Uma pena para o vôlei, pois Stacy foi uma grande jogadora e persistiu até onde pôde. Me arrisco a dizer que, se ela estivesse em 100% de condições, o Brasil dificilmente levaria o ouro em Londres 2012. Para quem não se lembra, a história daquela decisão mudou quando a líbero americana Nicole Davis não suportou mais a pressão de ser alvo constante dos saques brasileiros e passou a errar excessivamente. Com Stacy, acredito que a história ali seria bem diferente ou, no mínimo, bem mais dramática.