Transmissões web da Superliga: agora vale a pena

Transmissões web da Superliga: agora vale a pena

Quando o sistema de transmissão de jogos da Superliga através da web entrou em vigor, no fim do ano passado, a expectativa entre os fãs de vôlei era enorme. Depois de muito tempo de expectativa, finalmente seriaa possível acompanhar os jogos que não eram transmitidos pela TV de uma maneira além das frias estatísticas do site ou das contas das equipes no Twitter.

Não demorou, porém, para que a empolgação virasse decepção: erros crassos de nomes de atletas, de regras do jogo (!!!), imagem travada, ausência de som, ângulos restritos e delay muito grande marcaram o serviço. Diante disto, muita gente, inclusive eu, abandonou a novidade, afinal não valia a pena.

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Um título aos trancos e barrancos, mas um título

Pois bem: demorou, mas o problema foi resolvido. Passada a disputa da Copa dos Campeões, a CBV promoveu uma mudança na empresa responsável pelo assunto e a Eventos ao Vivo foi substituída pela ACNet. Avisada pelo Luis Ventura, do “Melhor do Vôlei”, fui conferir o novo trabalho e me surpreendi positivamente com uma transmissão de alto nível, com várias câmeras, profissionais preparados, boa qualidade de imagem e excelente tráfego de dados.

No caso da partida entre Molico/Osasco e Sesi, na última sexta (6), a imagem tinha qualidade de HD e mesmo nos momentos em que eu abri outras partidas que estavam passando ao mesmo tempo, não sofri com travamentos. Algumas pessoas não tiveram a mesma sorte, mas os relatos de problemas diminuíram consideravelmente.

Claro que ainda há pontos a serem desenvolvidos. Na partida entre São Bernardo e Volta Redonda no sábado (7), por exemplo, a imagem estava com uma qualidade inferior. A falta de divulgação também é um problema, pois só quem está acostumado com o site da CBV consegue achar o link do ao vivo. Além disto, o sistema de estatísticas poderia fornecer mais informações e ser mais rápido. Por fim, poderia haver um acordo para que mesmo os jogos transmitidos pela TV fossem passados via web, nem que fosse com a mesma imagem e equipe.

Transmissões via web são bastante comuns entre os esportes mais populares dos Estados Unidos. O da NBA, por exemplo, é show de bola e permite até mesmo que você reveja a partida depois que ela foi encerrada. Tudo isso, claro, tem um preço e lá se cobra uma assinatura que vai desde R$ 33,01 (pacote mensal) a R$ 377,51 (pacote premium pra temporada inteira). Um sistema misto, com alguns jogos gratuitos e privilégios para os assinantes, talvez seja o ideal para o vôlei brasileiro.

De qualquer forma, é inegável o tamanho da evolução. Desta vez, a CBV acertou em cheio.

This article has 5 comments

  1. Valeu a citação, Carol. Realmente o que impede a transmissão de mais jogos online e até a aplicação de um sistema similar ao da NBA, da NFL e até da FIVB é o poder que a Globo ainda tem nessa questão. Daria sim para transmitir todos os jogos e numa qualidade legal. Essa é a tendencia mundial. O problema é que a CBV é pão dura, a Globo mandona e os clubes com medo de tomar qualquer posição nesses assuntos. Assim, vai demorar anos para a gente ver o vôlei como gostariamos.

  2. CBV só tá evoluindo, a única mancada mesmo foi os sets de 21 pontos porque de resto tá tudo beleza!

  3. Olha a verdade seja dita, a Rede Globo detentora dos direitos de transmição não da o valor que o nosso vôlei merece, é um verdadeiro descaso, nao permite que o esporte interativo transmita, não da nem a noticia dos resultado dos jogos, é imoral esse descaso contra um esporte tão campeao.

  4. Eu assisti um jogo na semana passada, via web, e a imagem estava “nublada”.

  5. Esse ano eu ainda não acompanhei a transmissão do site da CBV.
    Pegarei a dica para ver se está valendo a pena mesmo!
    Abs,
    Dani