Um 2013 (numericamente) perfeito

Um 2013 (numericamente) perfeito

Perder o título da Copa dos Campeões era difícil e a seleção brasileira feminina de vôlei não decepcionou: após um primeiro set ruim, salvo pela inversão 5-1, a equipe verde-amarela atropelou o Japão e conquistou o último torneio da primeira temporada de seleções deste novo cilo olímpico. Ao todo, foram cinco títulos em cinco competições disputadas.

Muitos vão alegar que os principais rivais do Brasil não tiveram força máxima ao longo dos últimos meses, seja por lesões, seja por renovação ou até mesmo por opção técnica. Tal argumento é verdadeiro, mas não serve para tirar o mérito do excelente trabalho feito por comissão e jogadoras em 2013.

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Primeiro porque os próprios brasileiros enfrentaram seus problemas de escalação, a começar por um de seus principais pontos de equilíbrio, Jaqueline, que está grávida. Depois, em diferentes momentos, Zé Roberto não pôde contar com Natália, Tandara, Thaísa, Dani Lins, Juciely e Gabi. Porém, ao contrário dos rivais, esse time mostrou ter banco e ter jogadoras suficientes para montar pelo menos duas boas equipes em âmbito internacional.

Dos cinco torneios conquistados, dois (Montreux e Alassio) foram disputados por um mistão, onde atletas como Monique tiveram a chance de mostrar trabalho e ganhar chances futuras com o técnico José Roberto Guimarães. Sim, pessoalmente eu também acho que o treinador poderia ter aberto mais espaço para a renovação este ano, mas é inegável que Walewska e Carol Gattaz, para ficar em dois exemplos recentes, provaram que podem ser úteis em 2014, ano do Mundial tão sonhado por esta seleção.

Outro fato a se destacar é que, exceção feita ao Montreux, todos os títulos do Brasil esse ano vieram em torneios de pontos corridos, um claro sinal de consistência. Apesar de altos e baixos no passe e de em muitos momentos a seleção ter recorrido às individualidades para vencer partidas, o saldo é bastante positivo. Se o Mundial fosse em janeiro, certamente este time seria o favorito absoluto ao título e duvido que perca essa condição até o segundo semestre, quando a disputa efetivamente acontecerá.

Agora eu quero saber a sua opinião: o que você achou do ano da seleção brasileira feminina de vôlei?

This article has 3 comments

  1. Foi um ano incrível, as meninas estão de parabéns! Eu concordo que não podemos tirar os méritos delas por causa dos desfalques das outras seleções, mas é MUITO importante manter os pés no chão. Nesse ano, não jogamos nenhuma vez contra as equipes completas dos EUA, China e Rússia (sem falar na Sérvia que pode surpreender ano que vem), então essa condição de favoritismo ao mundial – que é verdadeira – tem que ser bem administrada. Acredito que somos sim favoritos, mas a facilidade com que a seleção venceu todos esses torneios não corresponde à realidade. Teremos uma boa noção do nível das equipes apenas no GP de 2014, em que provavelmente todas virão com força máxima nesse torneio, como uma preparação para o mundial.
    As nossas principais jogadoras, agora, precisam se cuidar muito e ter muito cuidado para não se lesionarem nessa temporada de clubes, e algumas, como Adenízia e Juciely, precisam mostrar serviço mais que nunca, pois a vaga delas ano que vem pode estar ameaçada. Espero que todas aproveitem a superliga da melhor forma possível para manterem a condição física e melhorarem pra seleção – vamos precisar de todas ano que vem.

  2. Achei os torneios fracos tecnicamente. Todas as seleções apostando na renovação e o Brasil na experiência. Se formos pensar no Mundial tudo bem, mas em se tratando de Rio 2016, acho que brigaremos de igual ou estaremos atrás de seleções como: Rússia e EUA e China. Vejo essas seleções com muito futuro, talvez não para 2014 ainda, mas ao mesmo tempo a obediência tática americana e os talentos natos da Rússia podem surpreender até lá. O Japão só vem confirmando seu crescimento e infelizmente não pudemos ver a China em ação pra fazer uma melhor análise. Ainda acho que nos falta uma oposta reserva, não confio na Monique e de ponteiras é torcer pela volta da Jaque bem, pq Michelle tbm não mostrou ao que veio e ainda sofremos muito com o passe a cargo de Natália e Garay, acredito que com Gabi e Tandara não seria diferente, por isso meu desejo que Jaque volte bem pra equilibrar esse fundamento que é o que mais preocupa atualmente. A nossa melhor posição disparado é o Meio de rede qualquer uma que entrar e sair vai manter o ritmo bom. O mesmo pode-se falar das líberos ambas se apresentaram muito bem e no levantamento acho que Dani fez falta, Fabíola se mostrou muito ansiosa em alguns momentos e gostei tbm da Claudinha.Acho que a disputa vai ser boa entre elas.

  3. Foi excelente no que se refere a resultados. Infelizmente as centrais novas se lesionaram e isso comprometeu o processo de renovação, porque não será no ano que vem, o do mundial, que o Zé vai testá-las. Fabiana precisa de uma reserva que a incomode, pois Adenízia não vingou.

    Uma questão ficou sem resposta: o que foi feito de Ellen (ponteira do Pinheiros)? Ela jogou como titular parte do primeiro set no torneio que abriu a temporada da seleção e foi rifada pelos excessos de erros. Depois disso, não entrou mais, foi dispensada e nós não tivemos a oportunidade de dar um veredicto. Até 2017, Ellen!

    Uma questão me incomoda há anos: ninguém faz sombra à Sheila. Não existe disputa na posição e há um desnível grande entre ela e sua reserva, a Monique. É diferente do caso das ponteiras, que têm talentos quase que equivalentes. Sheila é “o” cara, mas no dia em que se lesionar estamos ferrados por causa dessa mania de ficarem transformando opostas em ponteiras. Por mim, Natália estaria jogando na saída de rede até hoje.

    Na posição de líbero, sinto-me confiante. Fabi é “a dona da banca”, incontestável, mas a Camila Brait mostrou na final da Copa dos Campeões que pode segurar o rojão.
    Sempre gostei da Fabíola, mas ela fez uma Copa fraca. Ela que abra bem os olhos, porque a Claudinha mostrou a que veio.

    Foi importante a presença das consagradas. Elas, que foram de amarelonas à bicampeãs, ajudam a construir equilíbrio emocional às novatas na hora do sufoco, coisa que não tiveram quando eram novas.