Voando

Crédito: Fabio Rubinato/AGF/Divulgação

Seis vitórias em seis sets jogados contra um time formado por jogadoras respeitáveis e comandado por um técnico tricampeão olímpico. Tudo isso com direito a, nas últimas três parciais, não contar com uma craque como Sheilla. Para mim, “mágico” é o termo que melhor define o atual momento do Sollys Osasco, que na noite desta quarta somou o Campeonato Paulista à galeria de títulos conquistados em 2012.

O mais impressionante é que as campeãs mundiais têm apresentado atuações em alto nível no começo da temporada, momento no qual, como mostram o Vôlei Amil, o Sesi e a Unilever, os times normalmente ainda estão cambalentes. Claro que Osasco também possui seus altos e baixos, mas eles não são frequentes e, normalmente, insuficientes para comprometer uma partida. Sendo assim, lá se vão 39 jogos de invencibilidade…

O fato de o time ter se alterado pouco em relação à última temporada, aliado a boas contratações para substituir quem saiu, é fundamental para explicarmos a atual fase laranja. Mas também não podemos nos esquecer que essas mesmas jogadoras por pouco não protagonizaram em Londres o vexame da eliminação na primeira fase olímpica. Aliás, acredito que a forma como aquele ouro aconteceu também é hoje um dos propulsores do sucesso osasquense.

Explico: depois daquela dramática vitória nas quartas de final, até eu, que sou jornalista, passei a sentir uma confiança incrível nelas. Dias depois, minutos antes da final começar, meu chefe questionou se eu estava nervosa. Respondi que não, afinal “após aquele jogo contra a Rússia”, qualquer coisa podia acontecer, não havia mais responsabilidade. Me parece que a percepção das jogadoras foi a mesma: a partir daquela virada, todos os medos foram sepultados e elas passaram a se sentir super poderosas. Como consequência, jogam soltas e erram bem menos.

As cinco campeãs (ou bi, dependendo do caso) voltaram ao Brasil esbanjando moral e, juntas, passaram isso ao resto da equipe. Assim, uma jovem como Ivna pôde ser “jogada na fogueira” que pouco a pouco se sentiu bem para mostrar o que sabe. Da mesma forma, o time tomou um monte de pontos no meio segundo set e não deixou o rival crescer, como aconteceu na segunda partida em Osasco. Aliás, algo semelhante já havia se passado no jogo de Campinas.

A pessoa que mais representa essa minha “teoria da confiança” é Jaqueline. Há muitos anos apelidada de “Jaquetoco” pelos diversos bloqueios que tomava, a ponteira teve um 2011 muito ruim, onde até sua integridade física esteve ameaçada. Em compensação, desde aquela partida contra a Rússia, ela tem sido bastante eficiente no ataque, virando bolas difíceis ao mesmo tempo em que não deixa a qualidade do passe cair.

Até quando isso vai acontecer? Não sei. Pessoalmente, depois de tantos sucessos nos últimos meses, imagino que as jogadoras vão relaxar um pouco. É natural, o corpo começa a pedir e a mente não aguenta ficar nos 100% o tempo todo. Ninguém é robô ali, então eu não me surpreenderia com uma ou outra derrota na primeira fase da Superliga. Quando os jogos voltarem a serem decisivos, porém, até os adversários vão admitir: Osasco é o grande favorito ao título nacional.

E você, o que acha? Os comentários estão abertos.

This article has 5 comments

  1. Torço pelo Sollys e to mto feliz com a atual fase, mesmo com essa fase maravilhosa sera mto dificil nao perder na superliga, mas certeza que sollys é favortito e certamente estara na final. basta continuar jogando todos os jogos com essa seriedade. Essa superliga promete acredito que sera mto disputada as vagas pra semis, Aguardando mto ancioso e Daleeeee Sollyss !!!

  2. O Osasco é o grande favorito da Superliga 2x.

  3. Concordo que o Osasco é o time a ser batido, mas não podemos esquecer do Unilever que além de ter um timaço tem um gênio no comando. Para uma possível decisão entre essas duas equipes traço um paralelo com as olimpíadas de Londres onde os EUA (Osasco) estavam voando e o Brasil (Unilever) com o conjunto, confiança e um comandante fora de série reverteram o jogo numa das mais inacreditáveis partidas que já vi.

  4. Excelente comparação, Sandrinha! Abs

  5. Torcida do Osasco extremamente otimista e não é pra menos, né Renato e Wilton?… hahahaha