Vôlei de Campinas atribui chegada rápida de novo patrocínio a modelo de gestão

Vôlei de Campinas atribui chegada rápida de novo patrocínio a modelo de gestão
Retirada do patrocinador de Campinas causou vários protestos entre jogadores (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Retirada do patrocinador de Campinas causou vários protestos entre jogadores (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

(Matéria originalmente publicada no Portal R7. Clique aqui para ler)

A decisão da Medley em deixar de patrocinar o time masculino de vôlei de Campinas, anunciada em 25 de março, foi o estopim para uma série de protestos contra a administração do voleibol de clubes no Brasil, feito por jogadores, inseguros com o constante cenário de criação e fechamento de equipes. Pois esta semana eles tiveram uma boa notícia: a equipe do interior de São Paulo conseguiu um novo apoiador de peso, a Brasil Kirin, distribuidora de bebidas parte de uma multinacional que possui negócios em mais de 15 países.

Gerente da ESM, empresa responsável por administrar a equipe, Fernando Maroni comemora o fato de o acordo com a empresa ser de longa duração, entre três e quatro anos (a definição seria feita com a assinatura oficial do contrato). De acordo com ele, será possível manter um elenco do mesmo nível das três temporadas onde o time jogou com o suporte da Medley, chegando duas vezes ao vice-campeonato paulista e a um título dos Jogos Aberto do Interior:

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- A ideia é continuarmos a ter um time capaz de disputar bem todas as competições que a gente entrar e até chegar a uma final, brigar para ser campeão. Na última temporada, fizemos a final do Paulista, fomos campeões dos Jogos Abertos e acabamos caindo nos playoffs da Superliga, onde enfrentamos um Minas em um momento muito bom. Apesar disso, a gente tinha condições de chegar à decisão

O dirigente preferiu ainda não revelar nomes de jogadores para a próxima Superliga, mas nos bastidores do vôlei fala-se na renovação de nomes como o oposto Rivaldo, o central Gustavão e o ponteiro Diogo, além da repatriação do ponteiro João Paulo Tavares, que estava no Japão (clique aqui para ver mais).

Maroni admite que a chegada de um novo patrocinador para o vôlei de alto rendimento em menos de dois meses nessa época do ano “não é normal”, mas atribuiu o sucesso na captação de um novo apoiador à forma como o projeto é estruturado, abrangendo também categorias de base (que atualmente contam com quatro jogadores em seleções brasileiras) e ações sociais, além de parceria com o Instituto Compartilhar, do técnico Bernardinho:

- Não é só o investimento de pôr uma marca na camisa, é muito mais que isso. Esse tipo de modelo, que dá todas essas possibilidades para a empresa, valoriza muito o nosso trabalho e o nosso projeto. Esse foi o grande diferencial, éramos um ativo e, tanto a Brasil Kirin quanto com outras empresas que se interessaram, viram isso. Tivemos uma receptividade muito boa no mercado

Na opinião dele, essa forma de gestão pode servir de exemplo para demais equipes do vôlei brasileiro, que nas últimas semanas tem discutido o modelo de administração dos times:

- O fato de termos uma empresa de sport business por trás, com essa visão do esporte como negócio faz as empresas terem uma confiança muito bacana no projeto. Eu acho que é um modelo que pode servir de inspiração para outros lugares. Foi um case de sucesso agora, mas talvez não tenha sido por acaso: isso tudo tem muito da gestão que a gente desenvolve aqui

A apresentação oficial da equipe de Campinas com o patrocínio da Brasil Kirin está prevista para junho, mas a data ainda não foi especificada.